terça-feira, 18 de junho de 2013

TEXTO: MEU PRIMEIRO BEIJO

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM

Texto: Meu primeiro beijo - BARRETO, Antonio. Balada do primeiro amor. São Paulo: FTD, 1977. p134-6


            Objetivo: Desenvolver habilidades para a formação da competência leitora. Incentivo da leitura de fruição.
            Público-alvo: alunos do 8º do Ensino Fundamental
Tempo previsto: 4 aulas
Estratégia: uso de diferentes gêneros textuais, de forma a articular os diferentes gêneros apresentados pelo material.
Recursos: som, letras das músicas individuais para serem entregues aos alunos, texto da crônica para todos.

Antes:
Apresentar apenas o tema para os alunos. Para tanto, trazer uma música para ser o primeiro contato dos alunos com o tema. Escolhi duas:
- Sempre que quiser um beijo – Tânia Mara
- Na base do beijo – Ivete Sangalo

Dizer apenas que esse será o tema do texto que será lido e apresentar o texto aos alunos.
- O quê você espera encontrar em um texto que tenha esse título? Considerando que o título é muito explícito, discutir se eles acham que vão ler uma narração ou um relato.
- Em que veículo esse gênero costuma circular?
- Você conhece o autor? Já leu algum texto dele?

Durante:
Primeira leitura do texto: individual e silenciosamente.
Segunda leitura: feita pelo professor, que deverá ser bem enfática, com entonação e “colorido”.

Depois:

- Você já conhecia esse texto? O texto está de acordo com o quê você imaginou? Explique.
- Existe alguma palavra que você não conseguiu compreender?
- Você conhece outros gêneros que falem sobre o mesmo tema.
Exploração do texto: propor uma pesquisa para certificar a veracidade dos dados indicados pelo texto. Apresentação dessa verificação e discussão com o grupo a respeito das questões físicas e emocionais que um beijo pode causar.
Produção textual: como atividade final, pedir a produção de um texto da tipologia injuntiva sobre o tema. Pode ser uma campanha publicitária bem-humorada, na qual seja feito um cartaz propondo que as pessoas usem o beijo para gastar calorias e, portanto, como método de emagrecimento. Ou uma receita para conseguir um amor duradouro, na qual o beijo fosse um dos ingredientes.
Avaliação: as produções textuais serão lidas para a classe que vai preencher um quadro semelhante ao usado na página 6, do caderno do aluno volume 2, do 8º ano, para checagem das características da tipologia injuntiva nos textos produzidos.

Referências bibliográficas
DOLZ, Joaquim; SCHNEUWLY, Bernard et al. Gêneros e progressão em expressão oral e escrita – elementos para reflexões sobre uma experiência suíça (Francófona). In: Gêneros orais e escritos na escola. Campinas: Mercado das Letras, 2012. p. 35-60.


ROJO, Roxane. Letramento e capacidades de leitura para a cidadania. In: Curso EAD/EFAP: Leitura e escrita em contexto digital – Programa Práticas de leitura e escrita na contemporaneidade – 2012.

PROF. IRACEMA

segunda-feira, 17 de junho de 2013

SEQUÊNCIA DIDÁTICA DO TEXTO: AEROPORTO

O texto escolhido pelo meu grupo foi "Aeroporto".
Iniciamos a leitura do texto e discutimos sobre a sequência didática que trabalharíamos em sala de aula.
Escolhemos a sequência didática que o Currículo do Estado de São Paulo apresenta nos cadernos dos alunos e professores.
Resgatar: Começamos pelo título do texto. Perguntamos aos alunos se eles conhecem um aeroporto, se ja visitaram um aeroporto ou viajaram de avião alguma vez.
Problematizar: O professor pergunta aos alunos se é possível um bebê viajar sozinho,se existe algum tipo de serviço que se responsabiliza por crianças menores que viajam sozinhas, se um bebê pode mudar tanto a rotina de uma casa, se eles realmente precisam de uma atenção especial, etc.
Sistematizar: O professor inicia a leitura do texto, explica aos alunos o gênero do texto e desenvolve a leitura de uma maneira participativa, parando quando necessário e fazendo as colocações de acordo com o debate anterior, mostrando aos alunos as ideias que eles tiveram sobre o tema e se estão de acordo com o texto original.
Esse texto surpreende muito no final, pois o visitante, tão exigente, não passava de um bebê. O aluno só consegue perceber isso no desfecho da história.
Produzir: O aluno terá que produzir um conto com um final surpreendente como a do texto lido. Eles terão que usar toda criatividade e conhecimento trabalhado na aula.
Essa foi a nossa sequência didática.


Prof. Maria Aparecida Silva Gonzaga

Prof. Maria Aparecida S. Gonzaga

Sou professora formada em Letras /Epañol e Pedagogia Plena. Trabalho na área da educação desde 2003.Apesar de todos os problemas enfrentados em sala de aula, sou muito otimista e acredito que a educação é o futuro que nossas crianças tanto necessitam.Sinto -me disposta a colaborar com este futuro.
Bom curso a todos e excelente trabalho!
Abraços Cida.


SEQUÊNCIA DIDÁTICA DO TEXTO: MEU PRIMEIRO BEIJO

O texto do meu grupo foi "Meu primeiro beijo" de Antônio Barreto. Segue a sequência didática:
Antes:
Apresentar o texto aos alunos 
1-      O quê você espera encontrar em um texto que tenha esse título?
2-       Em que veículo esse gênero costuma circular?
3-      Você conhece o autor? Já leu algum texto dele? 
Durante
Leitura do texto individual e silenciosa e em seguida leitura pelo professor
Depois:
1-Você já conhecia esse texto? O texto está de acordo com o quê você imaginou? Explique.
2-Você conseguiu verificar qual é o tema tratado no texto?
3-Existe alguma palavra que você não conseguiu compreender?
4-      Você conhece outros gêneros que falem sobre o mesmo tema?
5-Para você esse texto é real ou fictício? Explique.
6-Em poucas palavras escreva o quê você mudaria no texto.
7-Qual é o conhecimento que você tinha sobre esse assunto?
 PROF. MARISTELA


SEQUÊNCIA DIDÁTICA DO TEXTO: AVESTRUZ

O texto escolhido pelo meu grupo foi "Avestruz" de Mário Prado. O grupo analisou o texto, discutiu bastante e montou uma sequência didática de acordo com a proposta do Curriculo do Estado de São Paulo.
1° passo - Resgatando: Iniciamos o texto fazendo um levantamento sobre os conhecimentos prévios dos alunos começando pelo próprio título. O professor pergunta aos alunos se eles conhecem a ave, se já viram alguma avestruz, se sabem o tamanho dela, entre outras perguntas. 
2º passo - Problematizando: O professor questiona sobre a possibilidade de se criar uma avestruz em um apartamento. Será que a ave precisa de espaço? Ela come o quê? Onde ela dormiria? Na área de serviço? Como os vizinhos se comportariam diante dessa situação?
Nesse momento, os alunos usam toda a imaginação possível e começam a fazer colocações pessoais, discutem sobre as possibilidades ou não, argumentam e debatem com os colegas. O professor faz as interferências necessárias para a condução pertinente da aula.
3º passo - Sistematizando: Na sequência, o professor inicia uma leitura coletiva do texto, chamando a atenção para a sequência da história, o gênero textual, os elementos da narrativa, o conflito presente no texto e o desfecho.
Após a leitura, os alunos começam a comparar o que foi discutido antes do texto, as semelhanças e divergências, até chegarem a uma conclusão.
4º passo - Produzindo - Para finalizar, após a leitura, discussão, levantamento de hipótese, entre outros argumentos, os alunos produzem um texto do mesmo gênero (conto), obedecendo a estrutura e respeitando a norma culta da língua, criando um título e uma história tão criativa e engraçada quanto o conto "Avestruz".
Bom pessoal, esse foi o desenvolvimento da nossa sequência didática.

PROF. ALESSANDRA


SEQUÊNCIA DIDÁTICA DO TEXTO : AVESTRUZ

Gênero: Crônica
Público Alvo: 6º e 7º anos
Tempo previsto: 2 aulas

Resgatando
Fazer a sondagem oralmente e registrar as respostas na lousa. 
-O que o título do texto sugere?
-Vocês conhecem o avestruz?
-Já viram um?
-O que é uma crônica?
-Já leram uma?
-Já ouviram falar de Mário Prata?
-Conhecem outro texto escrito por ele?

Problematizando
Solicitar a leitura compartilhada do texto parando em determinados momentos para levantamento de hipóteses. Ex.: Que presente ele pediu? É possível um avestruz viver em um apartamento?

Sistematizando
-Mostrar imagens da ave, do ovo e dos filhotes;
-Grifar as ideias principais do texto, anotar as palavras que não entenderam e procurá-las no dicionário;
-Retomar oralmente o texto obedecendo a sequência dos fatos;
-Revisar oralmente o gênero crônica;
-Solicitar uma pesquisa sobre a biografia do autor – (tarefa de casa);

Avaliação
Dividir a sala em  grupos com quatro alunos, conversar com eles sobre o pedido final do menino (cinco gaivotas e um urubu), e propor que façam o registro de uma solução de presente adequado a moradia do garoto que o deixe feliz.
No término da atividade cada grupo deverá apresentar sua solução para os colegas.

PROF. ROSEMAIRE
                                                   


domingo, 16 de junho de 2013

Prof. Rosemaire

Tenho formação em Letras e Pedagogia, leciono na EE Ênio Vilas Boas, Ensino Fundamental II, em São Vicente, gosto da minha profissão e acredito na leitura para formar cidadãos reflexivos, críticos e autônomos.

Prof. Alessandra

 Olá colegas de trabalho,
Sou professora de Língua Portuguesa e atuo na área da educação desde 1999. Apesar de todos os contratempos sou muito realizada profissionalmente, pois amo o que faço. 
Desejo a todos um bom curso e ótimos trabalhos!
Abraços 
Ale 


Prof. Iracema


Meu nome é Iracema e sou professora da EE Maria Alice Alves Pereira, em Ubatuba. Trabalho apenas com Ensino Fundamental nessa escola. Também leciono na ETEC – Presidente Tancredo de Almeida Neves, escola municipal que ministra cursos profissionalizantes. Nessa escola técnica, trabalho com os Cursos de Administração e Contabilidade e o Pós-Médio de Meio Ambiente. Além disso, leciono em uma escola da rede particular, chamada Colégio MV – cujo material didático apostilado é do Poliedro. Nesta última, trabalho apenas com a Frente de Redação no Ensino Médio. Tenho 64 aulas semanais e uso muito do meu tempo em casa para preparar essas aulas e cumprir todas as demandas como a correção das atividades dos alunos. Então, neste ano especificamente tenho pouquíssimo tempo livre. 
Adoro usar esse tempinho pra ficar com minha família, tenho apenas uma filha que se formou este ano, fez faculdade em São Paulo e está trabalhando lá. Vindo pra Ubatuba em quase todos os finais de semana.
Minha casa está sempre cheia nos finais de semana, porque adoro receber a família – e eles adoram passar o final de semana na praia. No mais, é isso aí... Vida corrida como a da maioria de nós! Só os que têm essa profissão é que sabem o que é a “dor e a delícia” de ser professor!




 
 

Prof. Maristela

Meu nome é Maristela, sou graduada em Letras e Pedagogia, leciono aulas de Língua Portuguesa e Inglesa para o 9ºano na Rede Estadual de Educação (SP). Sou mãe, esposa e educadora, apaixonada por gente e pela arte de educar.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

MINHA EXPERIÊNCIA COM LEITURA

        Minha primeira experiência com leitura e escrita começou antes mesmo de frequentar a escola. Meus pais não tiveram oportunidade de concluir seus estudos na adolescência, isso só foi possível com a EJA. Mas, incentivara muito a educação dos filhos. Lembro que minha mãe tinha uma caligrafia linda e que meu pai amava cálculos, aliás, sempre ensinava de maneira mais simples a tão complicada matemática. Além disso, meu pai sempre foi um grande contador de histórias. Acredito que, mesmo com simplicidade meus pais conseguiram deixar essa herança aos filhos.
Já na escola, lembro-me de algumas leituras dos clássicos da série Vagalumes e Monteiro Lobato. Não gostava muito de ler por obrigação, mas sempre me apaixonava pelas leituras. Hoje na sala de aula sei o quanto é difícil trabalhar com a leitura, mas tento da melhor maneira possível incentivá-los, demonstrando o quanto é importante e prazeroso.

MARISTELA REGINA DOS SANTOS SILVA

LEITURA

Gosto muito de conversar sobre leitura, gosto de ouvir sobre o que meus alunos estão lendo... E gosto principalmente de diversificar. Por isso, fiquei muito contente quando vi o depoimento da Nina Horta sobre a influência da leitura em sua vida. Lembro-me de quando li um livro dessa autora chamado  “Não é sopa” e me diverti muito com seu jeito engraçado de se referir aos costumes culinários de diferentes grupos humanos e  aos pequenos problemas que enfrentamos quando estamos numa sessão gastronômica, por exemplo, o que fazer com o caroço da azeitona: como cuspi-lo em um lugar de cerimônia... etc.
Acho que é fácil falar sobre livros, mais fácil ainda é gostar de livros – todos nós temos uma autor de quem nos lembramos às vezes e de alguma história que nos diverte ou acalenta.
Contar histórias para as pessoas é um grande mecanismo de aproximação, e acho que quando contamos histórias para nossos alunos estamos aliando prazer à rotina.
Ás vezes encontro ex-alunos que agora já estão formados e me sinto muito recompensada quando ouço que não se esquecem das histórias que eu lia pra eles, ou dos textos engraçados que trazia.
É isso, só podemos compartilhar com entusiasmo daquilo que gostamos verdadeiramente, por isso, temos tanto prazer em falar sobre livros.
Abraços



PROF. IRACEMA

SAUDADES




       Minha experiência com a leitura e escrita, se deu na adolescência,lembro-me de meu pai trazendo livrinhos e disquinhos que ouvíamos e liamos as historinhas, que algumas me lembro até hoje com 55 anos e às vezes conto para meus alunos, que meus pais não tinham muito estudo, mas isso não foi um problema, pois meu pai tinha uma ótima imaginação e disposição para também inventar histórias e entreter-me, sabia muito de política , localização.Eu gostava muito de escrever nas paredes, ensinava os menores, acho que por isso sou professora.
Lendo os depoimentos,consegui me identificar com a jornalista Danuza Leão,eu também costumo ler tudo o que vejo,até bula, gosto muito de textos pequenos,porque começo e já tenho o resultado final.  Gostei também, do Moacir Scliar a maneira de como ele colocou, ler, escrever e selecionar suas escrituras,quanto ao depoimento do pintor Newlton Mesquita, realmente concordo,  a leitura feita com prazer fica desenhada para sempre em nossas memórias como uma tela.


MARIA APARECIDA SILVA GONZAGA




LER É UMA DIVERSÃO

Sempre gostei muito de ler, os livros me fazem bem, me deixam melhor, fazem com que eu entre em um mundo que na realidade não existe, como diz Marilena Chauí “O livro é um mundo porque cria mundos ou porque deseja subverter este nosso mundo", mas que deixa minha imaginação fluir de uma forma extraordinária. 
Quando estou passando por algum problema, meu refúgio é a leitura, me desligo do mundo real e viajo nos sonhos proporcionados pelos livros.
Não tenho preferência por gênero literário, na verdade pareço um pouco com a Danuza Leão, considero qualquer tipo de leitura importante, desde um clássico literário até uma bula de remédio, todos com suas finalidades específicas, mas não menos importantes. Quando vou a um consultório médico, a primeira coisa que faço na sala de espera é procurar algo para ler, se estou aguardando para ser atendida em algum lugar, logo procuro um panfleto, uma propaganda ou qualquer coisa para me distrair. Quando compro um remédio leio a bula inteira, pelo menos duas vezes. A leitura na minha vida é um hábito mais do que comum, é totalmente natural.
Ler aprimora meus conhecimentos, aprendo a me expressar melhor, a escrever corretamente e a conhecer palavras novas. O meu vocabulário fica mais amplo, uso palavras mais avançadas do que as pessoas que não possuem essa prática.
A leitura faz com que nos tornemos pessoas mais dinâmicas e reflexivas, formando ideias e opiniões próprias, trazendo assim, um crescimento pessoal.
Ler é uma diversão! 
Abraços 

PROF. GIBERTONI

quarta-feira, 5 de junho de 2013

ONDE TUDO COMEÇOU

Ao ler os depoimentos, tive muitas lembranças da infância, da minha professora Nilcea da 2ª série. Lembro com clareza do início de suas aulas, havia sempre a leitura de um texto ou de trechos de um livro até terminá-lo. Ela começou com contos infantis curtos e foi amor a primeira vista, mal ela acabava de ler a história eu já estava ao seu lado para emprestar o livro, pois queria ler novamente, só que com os meus próprios olhos e segurando-o com as minhas mãos, eu fazia questão de ser rápida, pois tinha que ser a primeira da sala a pegar o livro, mesmo com medo de receber um não nas primeiras vezes. Professora Nilcea sempre me emprestou seus livrinhos, mesmo reclamando que eu não os devolvia do mesmo jeito que ela emprestava. Afinal, vocês sabem como é criança.
A partir daí para eu encontrar o caminho da biblioteca foi um pulo, em casa comecei a mexer nas coisas a procura de livros, é claro, e qual não foi a minha surpresa ao encontrar uma gaveta grande com livros que minhas irmãs escondiam lá, após terminar o trabalho e a prova da escola, pois elas já não queriam mais vê-los. Eu fiquei muito feliz, havia vários livros da série vagalumes e comecei com "Zezinho o dono da porquinha preta" me emocionei muito com esse livro e minha mãe se preocupava, pois me achava muito pequena para aquela leitura.    
A verdade é que não parei mais, por um simples ato da minha professora, passei todos os meus anos de estudante com um livro nas mãos, não sofri nada nas aulas de literatura, pois já tinha contato com os clássicos desde os meus doze anos e o professor fez questão de expandir meus conhecimentos. Hoje eu tento passar pelo menos um pouco desse amor que sinto pelos livros para os meus alunos.

 PROF. ROSEMAIRE