Ao ler os depoimentos, tive muitas lembranças da infância, da minha
professora Nilcea da 2ª série. Lembro com clareza do início de suas aulas,
havia sempre a leitura de um texto ou de trechos de um livro até terminá-lo.
Ela começou com contos infantis curtos e foi amor a primeira vista, mal ela
acabava de ler a história eu já estava ao seu lado para emprestar o livro, pois
queria ler novamente, só que com os meus próprios olhos e segurando-o com as
minhas mãos, eu fazia questão de ser rápida, pois tinha que ser a primeira da
sala a pegar o livro, mesmo com medo de receber um não nas primeiras vezes.
Professora Nilcea sempre me emprestou seus livrinhos, mesmo reclamando que
eu não os devolvia do mesmo jeito que ela emprestava. Afinal, vocês sabem como
é criança.
A partir daí para eu encontrar o caminho da biblioteca foi um pulo, em
casa comecei a mexer nas coisas a procura de livros, é claro, e qual não foi a
minha surpresa ao encontrar uma gaveta grande com livros que minhas irmãs
escondiam lá, após terminar o trabalho e a prova da escola, pois elas já não
queriam mais vê-los. Eu fiquei muito feliz, havia vários livros da série
vagalumes e comecei com "Zezinho o dono da porquinha preta" me
emocionei muito com esse livro e minha mãe se preocupava, pois me achava muito
pequena para aquela leitura.
A verdade é que não parei mais, por um simples ato da minha professora,
passei todos os meus anos de estudante com um livro nas mãos, não sofri nada
nas aulas de literatura, pois já tinha contato com os clássicos desde os meus
doze anos e o professor fez questão de expandir meus conhecimentos. Hoje eu
tento passar pelo menos um pouco desse amor que sinto pelos livros para os meus
alunos.
PROF. ROSEMAIRE
Olá Rose, emocionante seu relato.
ResponderExcluirOlá, O seu texto transporta o leitor a uma viagem durante a leitura. Parabéns! Abraços...
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